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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Mônica cresceu!!!!! (e decepcionou)


É isso aí. Desde agosto, se encontra nas bancas a nova versão da turma da Mônica. As mudanças acontecem não só na turminha, que agora está na faixa dos 16 anos, como também no estilo do desenho, agora na versão mangá. A Mônica se transformou nessa singela moçoila, a Magali faz dieta, o Cascão toma banho e o Cebolinha (agora Cebola) só troca o "r" pelo "l" quando fica nervoso. Eu, particularmente, não curti a nova revista, que não é colorida, invadida exageradamente por aparelhos tecnológicos, fora aquele fantasioso enredo japonês.


Quando o Maurício prometia uma versão jovem da turminha, eu imaginava algo como a Tina. Acho que seria bem mais legal, e acho também que é como muita gente esperava. Na verdade, ainda não vi direito a nova revista. Apenas dei uma folheada rápida, o suficiente pra deixar algumas das impressões que citei. Umas roupas e acessórios que não têm NADA A VER com o estilo brasileiro...já temos tão poucos representantes nacionais, será que precisa "ajaponesar" tudo? O Cebolinda perdeu até a identidade com aquele cabelo. O Anjinho, agora Céuboy, eu nem quero imaginar...pelo que eu soube, uma versão X-MEN do personagem .... só está faltando os personagens terem poderes especiais e formarem um esquadrão para derrotar montros, e aí sim, eu não saberei se estou lendo a turminha ou Dragon Ball.
Acima, as duas gerações da Mônica. Alguém discorda que o estilo desta Mônica adolescente é BEM MELHOR que o estilo mangá? Neste estilo, a Mônica apenas cresceu. No estilo que está nas bancas, parece que, além de crescerem, os personagens mudaram para outra dimensão. Foi uma mudança brusca de estilo. Um choque. Há algum tempo atrás, foi publicada uma historinha em que a turma estava adolescente, e lembro que fez o maior sucesso. Impressão bem diferente da turma adolescente atual.... Ah, Maurício, por que você fez isso com a gente ... eu li um fragmento de uma entrevista em que ele dizia que o objetivo é conquistar um público diferenciado, que curte mangá. Legal, Maurício, mas a legião de leitores que cresceram e ainda curtem a turma, independente da idade (eu tenho 24 anos e AMO) curtiam o gibi muito porque ele era alternativo, era original ... por que não manter os elementos que fazem do gibi da turma da Mônica O gibi da turma da Mônica? Nem estou citando o roteiro criativo, porque quero enfocar apenas o estilo. Mas claro que o roteiro influi em quase tudo que faz a revistinha ser legal. Você prefere trocar a gente por um público que prefere as coisas que vêm de fora? Ok
:'(


Bom, "pra não dizer que não falei das flores", rs, uma imagem da primeira versão da turminha. Naquele tempo, mais pontiagudos e bem rudimentares.
Pelo menos, o gibi da turminha tradicional vai continuar sendo publicado. Pelo menos, isso.


domingo, 23 de dezembro de 2007

Monologando: nostalgia

Ontem eu estava no supermercado e passei na sessão de pães, quando vi um pacote de pães bisnaguinhas, e tive a brilhante idéia de fazer cachorro-quente quando chegasse em casa. No segundo que durou esse pensamento eu voltei à infância, mais precisamente nos aniversários em que eu fui. Todos eles. É incrível como cabe tanto tempo em um segundo! E depois dizem que a vida é curta...

Nada me lembra mais os sabores da infância do que aqueles cachorros-quentes de aniversário. Pelo menos para mim, que nunca fui fã de bolo, ainda por cima de aniversário. Aqueles cachorros-quentes, sim..pequenininhos, só com carne moída, e enrolados em papel-alumínio. E beijinhos e côco, caseiros, feitos só com leite condensado e côco ralado manualmente, passados no açúcar e enrolados em papéis seda coloridos e com franjinhas. E brigadeiros (tb caseiros), passados no chocolate granulado, dentro daquelas forminhas plissadas. Lindos!. Se bem que eu nunca fui muito chegada em chocolate quanto era criança... ah, também tinham os salgadinhos fritos, com recheios de queijo, presunto, queijo e presunto, carne, camarão, frango. Fritos na hora, então, hummmm. Ah,tem o bolo, é claro. Lembro-me muito bem que depois do "Parabéns", a minha vó saía atrás de mim com um pratinho de bolo na mão, que eu pegava por educação (exagerada) e ficava segurando até que largava em alguma mesa, num momento em que ninguém visse, hehe. Até agora só falei das comidas dos aniversários, porque ainda estou na parte dos sabores da infância.

Falando em aniversários ,tenho observado que eles não são mais como antigamente. Tá tudo muito insosso. Pelo menos os de criança, já que eles parecem ter mais sentido na infância. Parece não ter mais graça tudo o que descrevi acima. Algumas coisas são mantidas, mas com devidas alterações. Aniversário, agora, tem que ter algum tema, geralmente os desenhos da Disney.Tudo bem, isso sempre existiu, mas não deveria ser uma regra, afinal, nem todo mundo tem dinheiro pra tematizar a casa e nem de alugar o vestidinho da Cinderela (aliás, acho tão estranho, as personagens adultas adaptadas pra criança...Pequenas Sereias, Cinderelas, Belas, Jasmines...são todas moçoilas nos desenhos. E ver menininhas de 4 anos vestidas como essas personagens,..pelo menos pra mim, nem combina.Lembro de minha primeira festinha de aniversário, eu estava vestida de Chapeuzinho Vermelho. Essa tinha a ver, afinal, ela era criança também). E as velas do bolo? Não e colocam mais velas de números, é sempre um boneco cabeçudo. Se você não conhece bem a criança nem sabe qual idade ela está fazendo. Eu disse velas do bolo? Ah, ainda tem bolo..com camadas de glacê e laçarotes de uma massa que dizem ser comestível..eu mesma nunca gostei daquilo,..as coberturas de doce-de-leite eram bem mais gostosas. Os aniversários não têm mais cheiro de balões de borracha, trocaram os beijinhos-de-côco e brigadeiros por chocolates que de chocolate, mesmo, só a cor, pois o gosto é de gordura vegetal, os refrigerantes são servidos em taças ou copos de vidro (que idéia, os copinhos coloridos de papel eram mais seguros e bonitos, tinham mais cara de aniversário), os palhaços contam hoje,piadas dúbias (e as crianças entendem tudinho!), os cachorros-quentes foram trocados por bufês ou um jantarzinho básico, substituíram os discos da Xuxa pelo último lixo que está bombando no Gugu (sim, eu já vi), e quem decora a casa já não é mais a mãe, pois o salão de festa já fornece a decoração - profissional - pelos seus funcionários. Ah, tá, tudo isso é prático? Sim, concordo. Afinal, todo o trabalho que se tem é apenas estar presente! Acabando a festa, todos vão pras suas casas, não tem mais sujeira pra limpar, pois a festa foi no salão,lá tem os funcionários pra limpar, e em casa, no dia posterior, não se tem resqüícios que teve alguém completando ano um dia antes..a não ser pelos papéis de presente rasgados.

Talvez nem tudo o que falei seja problema. Sim, porque continua sendo um aniversário, continua sendo colorido. Mas falta originalidade, pois ele é literalmente comprado feito. Semana que vem, o Joãozinho vai completar ano, e o tema da festinha será Harry Potter. Igualzinho ao aniversário do Lucas, que o Joãozinho nem conhece, mas a mãe dele vai "comprar" um aniversário idêntico ao do primeiro: a mesma fantasia, a mesma decoração, as cadeiras exatamente nas mesmas posições, o bolo vai ter a mesma cor e andares que o do Lucas, o mesmo mágico com as suas mesmas mágicas furadas.Vai começar e terminar na mesma hora. E vai ser no mesmo lugar. E talvez alguns convidados do Joãozinho tenham ido pra festa do Lucas, que fez o aniversário do Harry Potter que nem o Pedrinho no mesmo salão, e por aí vai. Quanta mesmice!!

Bom, mas como eu disse no começo, eu fiz os benditos cachorros-quentes. O Celso gostou. Deve ser porque aqui no "Sul" (é Sudeste, mas aqui simplificam as regiões para Norte e Sul) cachorro-quente é salsicha e molhos no pão prensado na chapa. Não ficou parecido com os dos aniversários que eu ia...talvez porque eu não enrolei no papel-alumínio. Ah, acho que tem coisas que não adianta a gente fazer em casa, nunca vai ter o mesmo sabor daquilo que você comeu naquele lugar. Que nem aqueles sanduíches de queijo que vendem na estrada. Ou os cachorros-quentes de aniversário de antigamente (nossa, estou me sentindo uma anciã aos 23 anos! rs).

E sim, a vida é curta.